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[Pandemia] Impactos da Covid 19 ao meio ambiente

Desde o encerramento do ano de 2019 muitos países, inclusive o Brasil enfrentaram mudanças drásticas, devido ao avanço de uma pandemia, ocasionada pelo novo coronavírus, conhecido também por Covid-19.

No meio ambiente não foi diferente. Com medidas de isolamento e campanhas para diminuir a circulação de pessoas, houveram alguns impactos, alguns positivos e outros negativos.

Com medidas para conter o avanço do vírus em questão, indústrias e comércios passaram a atuar com horário reduzido, alguns nem podendo produzir, o que diminui o uso de recursos naturais e energia. Aqui no Brasil, isso contribuiu para que os reservatórios recuperassem seu nível de armazenamento.

Muitas pessoas tiveram que adaptar-se à modalidade Home Office (trabalho remoto), contribuindo com uma redução nas emissões de CO2 (dióxido de carbono), no uso de combustíveis fósseis. Um exemplo prático desta redução, foi um levantamento realizado no primeiro semestre de 2020, que indicou uma redução de 8,8 % nas emissões de CO2.

A pandemia também proporcionou o aparecimento de animais silvestres em centros urbanos. E devido às praias vazias, também houve aumento da reprodução das tartarugas que desovaram em massa. Já as águas, aparentemente, estão mais limpas. Como exemplos destes “fenômenos”, pode-se citar a Itália, onde ocorreram alterações expressivas na qualidade da água. Golfinhos também foram filmados nadando no porto de Cagliari, capital da ilha da Sardenha.

O mesmo ocorreu com os canais de Veneza que estão, visivelmente, mais limpos e cristalinos, o que não ocorria há pelo menos 60 anos. De acordo com pesquisadores, o lodo do rio, que ficava na superfície devido a movimentação de barcos, afundou e foi transportado pelo fluxo da água, que também está mais intenso.

Porém, não são apenas benefícios à natureza, confira a seguir algumas consequências  negativas.

Quais os impactos negativos da pandemia já podem ser vistos

No meio das vantagens, sempre acabam surgindo as desvantagens. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), o descarte de resíduos domiciliares teve um aumento de 15% a 25% a depender da região.

Além de aumentar a geração de resíduos sólidos urbanos, que já era esperado devido ao aumento do número de pessoas em suas residências, também está tendo uma grande geração de resíduos de serviço de saúde (RSS).

Isso porque a pandemia gerou um grande aumento de casos que necessitam de internação e as equipes tiveram que ser ampliadas, demandando um maior número de equipamentos de proteção individual (EPI’s), a fim de garantir a segurança, e material hospitalar.

Vale lembrar que estes resíduos não podem receber uma destinação comum, como os resíduos domiciliares. Ainda de acordo com a ABRELPE, os resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde aumentaram, variando entre 10 a 20 vezes.

Estes resíduos devem ser acondicionados de forma segura e com cuidado para não trazerem prejuízos ao meio ambiente até o momento de seu descarte, conforme especificado na RDC ANVISA nº 222/2018. Mas, é muito importante que antes do descarte, ocorra o tratamento prévio para eliminação de qualquer contaminante presente, atendendo assim os padrões de qualidade ambiental e de saúde pública.

Infelizmente essa realidade de acondicionamento, tratamento e descarte é comum apenas em hospitais. As máscaras que nós utilizamos e já esgotaram sua possibilidade de reuso, assim como os EPI’s utilizados, deveriam receber também um descarte correto.

As máscaras de fibras sintéticas como as de poliéster, ou de fibras naturais como as de algodão, quando bem higienizadas, por não serem biodegradáveis, ao invés de pararem em lixões ou aterros contaminando mais o solo, poderiam retornar à cadeia produtiva.

Isso porque poderia ser desfibrado, para que fossem utilizadas na fabricação de novas fibras têxteis sustentáveis que podem ser empregadas em fiações, tecelagens e confecções. 

A seguir apresentamos outras dicas para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente:

  • Evite o uso excessivo de embalagens plásticas;
  • Enquanto estiver em casa, busque manter as luzes de ambientes inutilizáveis apagadas;
  • Quando for necessário sair, procure ir caminhando ou utilize uma bicicleta por exemplo, além de diminuir a poluição do ar evita a aglomeração;
  • Não desperdice alimentos, busque comprar apenas o necessário;
  • As máscaras de tecido danificadas ou desgastadas podem encontrar novos usos, depois de bem higienizadas (processo de deixar de molho em água e sabão), você pode utilizá-las como um pano de limpeza em casa;
  • Se você tiver espaço, uma maneira de diminuir os resíduos orgânicos encaminhados a coleta é implementando uma composteira caseira.
Danize de Souza Justen

Danize de Souza Justen

Analista de Pesquisa de Mercado na Ecosol Soluções Ecológicas. Graduanda de Engenharia Agroindustrial Agroquímica na Universidade Federal do Rio Grande - FURG.

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