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Panorama da emissão de carbono no Brasil

A emissão de gás carbono é uma consequência de qualquer ação desenvolvida pelo homem. Com a evolução do mundo, as atividades passaram a emitir uma grande quantidade de gases, extrapolando a capacidade de absorção, gerando um acúmulo de gases e com isto causando grandes impactos na atmosfera.

Visando mudar esse cenário iniciou-se o monitoramento e incentivo de redução de gases poluentes. Desta forma, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) vem monitorando desde de 1970 as emissões e divulgou em 2019 que o Brasil é o sétimo maior emissor do mundo com 3,4% (1,9 gigatonelada de carbono equivalente) das emissões mundiais.

O Brasil assumiu um compromisso com a Convenção sobre Mudanças do Clima da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) de reduzir as emissões de gases em 37% até 2025 em comparação aos níveis de emissão em 2005.

Até 2030 o Brasil, comprometeu-se em ser mais presente no uso de bioenergia sustentável e em energias sustentáveis na sua matriz energética, estimando aumentar em 18% e 45% o uso, respectivamente. Comprometeu-se também em restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.

A preocupação com a redução dos gases não é somente no Brasil e sim do planeta, por isso  cada vez mais tem se buscado por soluções que possam contribuir para a redução da emissão de gases. Contudo, problemas mundiais como as queimadas florestais têm aumentado, além de prejudicar a flora e fauna local, vem causando um retrocesso nos avanços de redução de emissão.

Por isso também, tem se buscado por  estes compromissos voltados para a redução de emissão de gases, que são resultados positivos oriundos do Acordo de Paris, mas você sabe como surgiu este acordo?

Como surgiu o acordo de Paris?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2015, teve início a discussão do Acordo de Paris e aprovado pelos 195 países, um novo marco para controlar as emissões globais mundialmente. Já em 2016 o Congresso Nacional Brasileiro, aprovou o processo de ratificação do Acordo de Paris e posteriormente o instrumento foi entregue às Nações Unidas. 

Com isso, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas e tornaram-se compromissos oficiais. Neste marco, como uma forma de cooperação entre diversos países, foi previsto também a criação de um mercado de compra e venda de créditos de excedentes de redução de emissões, comumente chamado de mercado de carbono

Neste mercado, considera-se que uma tonelada de CO2 seja equivalente a um crédito de carbono, que pode ser negociado no mercado internacional, aqueles países desenvolvidos que possuem limites de emissões sobrando podem vender a outras nações que ainda emitem mais que o permitido.

Outra questão interessante é que, quando ocorre a redução da emissão de outros gases que contribuem para o efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de carbono equivalente.

Existem vários setores que possuem grandes chances de entrarem como atores ativos do Brasil no mercado de carbono, mas destacam-se alguns como, o de recuperação de florestas, a agricultura de baixo carbono e o setor de energias renováveis. 

Você sabia que no ano de 2020, houve uma redução histórica na emissão de gases, mas você sabe o por quê?

No Primeiro semestre de 2020 o planeta bateu um marco histórico através da maior queda de emissões globais de CO2 (dióxido de carbono). Essa queda foi de 8,8%, o que equivale a 1,551 milhão de toneladas não emitidas. 

Este fato ocorreu devido às restrições impostas como forma de controlar o coronavírus, onde transporte, indústrias e produção de energia reduziram. Contudo, em julho as emissões voltaram a subir para os níveis habituais devido às flexibilizações das restrições.

Devido a pandemia, segundo levantamento de dados  do Instituto de Energia e Meio Ambiente – IEMA, em São Paulo houve uma queda nas emissões de CO2, em torno de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Você sabe o quanto tem gerado de CO2 ou como diminuir este número?

Estima-se que em média cada ser humano produz anualmente até 4 toneladas de CO2 e você, sabe o quanto de carbono emite? Acesse essa calculadora e fique por dentro do seu impacto ambiental.

A seguir, confira algumas dicas de como reduzir a sua pegada de carbono:

  • Evite deixar luzes acesas quando não está no ambiente;
  • Invista na coleta seletiva e busque conhecer a compostagem de resíduos orgânicos;
  • Prefira transporte público ou bicicleta para deslocar-se;
  • Mantenha a revisão do seu carro em dia;
  • Comprar apenas o que for necessário, utilizar ao máximo todos os produtos e procure vender, doar e reutilizar aqueles que seriam descartados;
  • Compre produtos e eletrodomésticos com eficiência de energia;
  • Reduza o consumo de carne vermelha;
  • Mude seus hábitos de consumo para mais sustentável;
  • Manter a panela centralizada na boca do fogão faz com que aqueça mais rápido;
  • Use fogões a gás, pois emite 50% menos de gases do efeito estufa que fogões elétricos;
  • Chuveiros elétricos chegam a emitir até quatro vezes mais gases do que os aquecidos a gás;
  • Evitar usar a secadora, usar o varal ao ar livre permite emitir menos 3 kg de gases por lavagem.
Andrieli de Souza Alves

Andrieli de Souza Alves

Engenheira Agroindustrial - Ênfases em Indústrias Alimentícias e Agroquímica

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