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Impacto socioeconômico do Zika deve chegar a R$ 56 bilhões na América Latina

 

Recentemente, a ONU divulgou um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

Neste estudo, aponta-se que o impacto socioeconômico do Zika vírus, doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti, deve chegar a 56 bilhões de reais na América Latina e no Caribe.

O relatório Uma avaliação do impacto socioeconômica do vírus zika na América Latina e no Caribe: Brasil, Colômbia e Suriname como estudos de caso conclui que o Zika terá consequências diferentes nos diversos países da região, afetando, principalmente, os mais pobres e vulneráveis.

Brasil será um dos países mais afetados

O Brasil deverá ter a maior parcela do custo absoluto em função da sua abrangência e população. Confira o post que fala o porque o Brasil se tornou a casa ideal para o Aedes aqui.

As principais causas para a proliferação do mosquito Aedes estão relacionadas a falta de cuidados nas residências e espaços urbanos, como também, no descarte inadequado do lixo.

Mapa do Zika no Brasil
Mapa do Zika no Brasil

Em virtude de a maioria dos municípios brasileiros possuírem clima tropical, os profissionais da saúde não cansam de alertar a população dos perigos em relação à doenças e epidemias, já que existe uma relação entre as condições de temperatura e umidade e a proliferação de vetores causadores de doenças. A proliferação pode ser muito mais avassaladora se pensarmos nos aspectos socioeconômicos, como problemas de infraestrutura, saneamento básico e a gestão dos resíduos sólidos urbanos.

Dados que assustam

 

O Aedes Aegypti, cuja proliferação é dada pela água parada mesmo que limpa, é uma das maiores preocupações dos órgãos de saúde. Segundo dados do Levantamento Rápido do Aedes Aegypti, divulgados pelo governo federal no final de 2015, 20 milhões de brasileiros não dispõem de coleta regular de lixo, e pra piorar em 2014, 41% do lixo gerado no país foi para lixões a céu aberto ou aterros controlados, oferecendo riscos para saúde pública e meio ambiente.

Embora tenha havido esforços por parte dos três países contemplados no relatório para controlar a disseminação do zika, o documento mostra que as respostas nacionais ao vírus na região enfrentam desafios, incluindo a modesta capacidade em sistemas de vigilância e diagnóstico, esforços de prevenção, alocação de recursos e coordenação.

Os custos indiretos também devem ser substanciais. As estimativas sugerem que a renda perdida devido a novas obrigações com cuidados infantis poderá atingir entre 500 milhões e 5 bilhões de dólares (de 1,5 bilhão a 15,5 bilhões de reais) para a região.

A avaliação de impacto concluiu que preparo e estratégias de resposta regionais e nacionais precisam ser fortalecidos e devem envolver as comunidades. Como visto recentemente com o zika e a febre amarela, as epidemias disseminadas por mosquitos podem se expandir rapidamente, e os governos e as comunidades devem estar prontos para reagir.

O custo econômico considerável do zika destaca a necessidade de controlar o mosquito Aedes aegypti de forma integrada e multissetorial, considerando que dengue, chikunguya, febre amarela e zika são todos espalhados pelo mesmo tipo de mosquito. Abordar as condições que incentivam a proliferação do vetor pode impedir não somente o zika, mas também outras epidemias.

Clique aqui para acessar o relatório completo, disponível em inglês e espanhol.

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